DA REDAÇÃO 20:20H
O acusado de assassinar e decapitar um homem na localidade de Areia Branca, em Mandirituba, em dezembro de 2019, foi condenado a mais de 14 anos de prisão.
O júri popular foi realizado na última terça-feira (8), no fórum de Fazenda Rio Grande. A sentença considerou como qualificadoras o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o emprego de meio cruel. O réu foi condenado também por vilipêndio e ocultação de cadáver.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime foi cometido na localidade de Areia Branca do Assis, em Mandirituba, na madrugada de 29 de dezembro de 2019, quando o réu, que tinha 18 anos na época, teria surpreendido a vítima no interior de sua casa. Ambos se conheciam, e a motivação do crime não foi descoberta. A vítima foi golpeada na cabeça com um bastão de madeira e, em seguida, atingida por numerosas facadas no tórax. O réu ocultou o cadáver em um terreno baldio, depois de decapitá-lo, e deixou a cabeça da vítima na frente de uma igreja, local de bastante movimento na pequena localidade.
Polícia faz reconstituição de crime em que homem foi decapitado em Mandirituba no fim de 2019
A pena foi de 13 anos de reclusão, pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e mais um ano e oito dias de detenção, pelo crime de vilipêndio de cadáver, e ainda pagamento de 30 dias-multa, além de R$ 20 mil a título de reparação de danos em favor dos familiares da vítima.
O réu deverá cumprir a pena em regime inicial fechado. Ele estava preso preventivamente e não poderá recorrer em liberdade.